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24.2: Respostas Imunitárias Mediadas por Células
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Cell-mediated Immune Responses
 
TRANSCRIÇÃO

24.2: Respostas Imunitárias Mediadas por Células

Visão Geral

O sistema imunitário mediado por células é a resposta primária do hospedeiro contra bactérias e vírus invasores que causam infeções intracelulares. Também é essencial para combater e destruir células cancerígenas. Além disso, o sistema imunitário mediado por células desempenha um papel na rejeição de transplantes de órgãos ou tecido de enxertos.

O Sistema Imunitário Inato Ativa o Sistema Imunitário Adaptativo

Células fagocíticas do sistema imunitário inato, como macrófagos ou células dendríticas, são as primeiras a reconhecer uma partícula estranha. Essas células engolfam a partícula estranha e digerem-na. Pequenas moléculas da partícula estranha, chamadas antigénios, permanecem intactas e são apresentadas à superfície da célula fagocítica. A apresentação é facilitada por proteínas do complexo principal de histocompatibilidade (MHC), que ligam o antigénio e ressaltam da célula. A célula fagocítica é, portanto, também chamada de célula apresentadora de antigénio (APC). O complexo MHC-antigénio ativa células do sistema imunitário adaptativo, que eventualmente combatem a fonte da partícula estranha.

Células T Realizam Muitas Funções no Sistema Imunitário Adaptativo

As células T são um tipo de linfócito cujo nome vem do seu local de maturação—o timo. No timo, as células T precursoras diferenciam-se em dois tipos principais, células T CD4+ e CD8+. Estes tipos de células têm esse nome devido ao receptor de superfície que determina a função da célula. Todas as células T carregam receptores de células T, mas o coreceptor CD4+ ou CD8+ confere especificidade. Uma célula T expressando o coreceptor CD4+ pode interagir com o complexo MHC classe II de uma APC. Em contraste, uma célula T que carregue CD8+ reconhece o complexo antigénio-MHC classe I em uma célula infectada ou cancerígena. Depois de identificar essa célula, a célula CD8+ diferencia-se em um linfócito T citotóxico (CTL) que acaba por destruir a célula infectada ou cancerígena.

Vamos voltar a nossa atenção para as células CD4+. Antes de uma célula CD4+ encontrar um antigénio correspondente apresentado por uma APC, ela é referida como imatura. Assim que uma célula T CD4+ imatura se torna ativa, ela pode diferenciar-se em uma célula T de memória ou várias variantes de células T auxiliares. A célula T auxiliar tipo 1 (Th1) produz o interferão de citocina que desencadeia a digestão do angente patogénico na APCs e estimula a atividade celular CTL e B. As células Th2 produzem interleucinas que promovem principalmente a atividade de células B.

O Sistema Imunitário Adaptativo Lembra-se de Encontros com Agentes Patogénicos

As células T de memória são uma variante de células T que permanecem no corpo muito tempo após o primeiro ataque desencadeado por um antigénio específico. Algumas células T de memória humanas repousam principalmente na medula óssea e fornecem imunidade duradoura contra agentes patogénicos sistémicos. Outras localizam-se estrategicamente em membranas mucosas e no fluido linfático ou corrente sanguínea. Uma vez que uma célula T de memória encontra o seu antigénio, ela monta uma resposta imune mais rápida e mais forte em comparação com o primeiro encontro. Cada célula T só é posta em ação por um único antigénio específico. Da mesma forma, as células T de memória só serão ativadas quando este antigénio em particular for reencontrado. Quanto mais antigénios um organismo encontrar durante a sua vida, maior se torna seu arsenal de diferentes células T que combatem infeções sucessivas. Esse efeito também é usado nas vacinas, o que significa a introdução controlada de um antigénio que desencadeia a produção de células B e T. Se o verdadeiro agente patogénico com o mesmo antigénio entrar no corpo, o sistema imunitário adaptativo já está preparado pela vacinação para combater essa infeção.

O Sistema Imunitário Adaptativo Pode Dificultar o Sucesso do Transplante de Tecido de Enxertos

Tecidos da pele, fígado e osso, entre outros, podem ser transplantados de um dador saudável para um receptor no qual o respectivo tecido está doente ou destruído. Esses tecidos são conhecidos como tecidos de enxertos. O sucesso de tal procedimento médico é muitas vezes dependente da compatibilidade entre o tecido do enxerto e o sistema imunitário do receptor. Se o hospedeiro e o enxerto forem incompatíveis, danos no tecido do enxerto podem ser iniciados por duas vias. A via direta da rejeição do enxerto envolve APCs no enxerto que apresentam antigénio para células auxiliares e CTL do hospedeiro. Na via indireta, as APCs do hospedeiro reconhecem o enxerto como não próprio q apresentam antigénios derivados do enxerto para células T auxiliares. Em ambos os cenários, as células imunitárias adaptativas do hospedeiro são direcionadas contra o tecido do enxerto e contribuem para o seu dano. Para melhorar a taxa de sucesso do transplante de tecidos ou órgãos, partes do sistema imunitário do receptor são suprimidas por medicação.


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