Oncologia é um ambiente em que o raciocínio clínico é uma competência fundamental, exigindo a síntese de informações clínicas complexas em um ambiente de alto risco. Meios convencionais de avaliação, como testes escritos, Exames Clínicos Estruturados Objetivos (OSCEs) e avaliações baseadas no local de trabalho, oferecem conhecimento valioso, mas ainda não são eficazes em refletir a qualidade dinâmica e iterativa do raciocínio clínico. Novas oportunidades para superar essas limitações são apresentadas pelas tecnologias digitais emergentes, especialmente a Realidade Virtual (VR) e a Inteligência Artificial Gerativa (GenAI). A VR facilita ambientes baseados em simulação, que podem ser imersivos e que permitem a avaliação de fatores processuais e situacionais de raciocínio com base em ação clínica observável. A GenAI, por sua vez, oferece uma interação mais baseada no diálogo, que permite avaliar processos cognitivos e analíticos, incluindo processos cognitivos chave. A literatura mostra que essas tecnologias têm vantagens complementares, mas são conceitualmente desconexas. A VR registra principalmente o desempenho comportamental, mas o GenAI enfatiza os processos cognitivos, e os dois não são tão integrados. Além disso, a base de evidências atual é caracterizada por heterogeneidade metodológica, dependência de pesquisas preliminares e falta de evidências de validade, especialmente em relação à confiabilidade e impacto no mundo real. Outros fatores a serem considerados são o efeito da carga cognitiva, a variabilidade do usuário e questões éticas, por exemplo, viés algorítmico e transparência. A viabilidade da implementação é ainda influenciada por fatores organizacionais, como infraestrutura e prontidão institucional. Em geral, VR e GenAI são encorajadoras, mas também desenvolvem métodos de avaliação do raciocínio clínico em oncologia. No futuro, a evolução do campo exigirá estruturas de avaliação coerentes, validação rigorosa e estruturas éticas claras.