Artigo de investigação

Um Protocolo de Enfermagem para o Acompanhamento Orientado pelo Risco Após a Dissecção Submucosa Endoscópica no Câncer Gastrointestinal Precoce

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11 de setembro de 2026

Neste artigo

Resumo

Este estudo retrospectivo desenvolveu um modelo exploratório de risco de recorrência e comparou o acompanhamento orientado pelo risco, com base no modelo, ao acompanhamento rotineiro após a DSE. O acompanhamento orientado pelo risco esteve associado a menor recorrência em 12 meses e melhores resultados psicológicos, de autogestão, nutricionais, de satisfação e de utilização de recursos, embora o delineamento não randomizado e a ausência de validação externa limitem a interpretação causal e preditiva.

Resumo

A dissecação submucosa endoscópica (DSE) é amplamente utilizada no tratamento do câncer gastrointestinal precoce, embora a recorrência pós-operatória permaneça clinicamente relevante. Realizamos um estudo de coorte retrospectivo em duas etapas. A coorte de desenvolvimento do modelo incluiu 124 pacientes tratados entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023, dos quais 22 apresentaram recorrência. Sete indicadores pós-operatórios relevantes para enfermagem foram incluídos em um modelo de regressão logística multivariável. Como diversos indicadores foram registrados durante o acompanhamento pós-operatório, o modelo foi interpretado como um modelo exploratório de risco de recorrência, e não como uma ferramenta prognóstica basal. A área aparente sob a curva da característica de operação do receptor foi de 0,922 (IC 95%, 0,872-0,972); em um limiar de probabilidade de 0,1484, a sensibilidade foi de 95,45% e a especificidade de 84,31%, enquanto a validação interna por bootstrap resultou em uma AUC corrigida para otimismo de 0,884. Uma coorte comparativa retrospectiva separada incluiu 84 pacientes tratados em 2024: 42 receberam acompanhamento orientado por risco com base no modelo e 42 receberam acompanhamento rotineiro em intervalos fixos. Durante 12 meses, a recorrência ocorreu em 5 de 42 pacientes (11,90%) e em 13 de 42 pacientes (30,95%), respectivamente, correspondendo a uma diferença de risco de −19,05 pontos percentuais (IC 95%, -35,55 a -1,37) e um risco relativo de 0,38 (IC 95%, 0,15-0,98). Equações de estimativas generalizadas mostraram mudanças mais favoráveis no estado psicológico, na autogestão e nos indicadores nutricionais no grupo com acompanhamento orientado por risco, enquanto as interações grupo-por-tempo para indicadores de adesão não foram significativas. O grupo com acompanhamento orientado por risco também apresentou menor uso mensurado de recursos e maior satisfação da equipe de enfermagem. Essas descobertas representam associações observacionais; a contagem limitada de eventos, a possível sobreposição temporal entre preditores e recorrência, a ausência de validação externa e as comparações não randomizadas limitam a interpretação preditiva e causal.

Introdução

O câncer gastrointestinal precoce continua sendo um grande problema de saúde global, com cerca de 2 milhões de novos casos relatados a cada ano, dos quais mais de 40% ocorrem na China1. A dissecação endoscópica da submucosa (ESD) tornou-se um tratamento fundamental, pois permite a remoção em bloco preservando a anatomia e a função gastrointestinais, e seu uso na China já foi relatado como excedendo 150.000 procedimentos anualmente. No entanto, a recorrência ainda é relatada em 15-22% dos pacientes dentro de 1–3 anos após a ESD, e o reconhecimento tardio da doença recorrente pode fazer com que quase 60% desses pacientes apresentem lesões avançadas, afetando negativamente os resultados a longo prazo2. Na prática clínica, o monitoramento geralmente é realizado segundo um cronograma fixo (por exemplo, “6 meses-1 ano-2 anos”)3, determinado principalmente pela estadia histopatológica, com pouca atenção a fatores passíveis de intervenção de enfermagem, como adesão dietética e estado psicológico. Dados indicam que esse modelo tradicional resulta em uma taxa de detecção não realizada de 30% entre populações de alto risco e mais de 40% de acompanhamentos desnecessários em grupos de baixo risco, levando não apenas ao desperdício de recursos médicos (com custos anuais per capita redundantes excedendo 2.000 RMB), mas também a maiores encargos psicológicos e econômicos para os pacientes4,5.

Estudos anteriores sobre recorrência após a DSE examinaram principalmente características da lesão, histopatologia, fatores relacionados à ressecção, estado de Helicobacter pylori, alterações da mucosa de base e fatores de estilo de vida selecionados, e diversos modelos de risco específicos por localização já foram relatados6,7,8,9. No entanto, comportamentos relevantes para enfermagem e indicadores do processo de cuidado raramente foram associados diretamente à intensidade do acompanhamento10. No presente estudo, o comportamento alimentar, adesão medicamentosa, sofrimento psicológico, tabagismo, controle glicêmico e comparecimento ao acompanhamento foram considerados alvos potencialmente modificáveis ou monitoráveis, enquanto a documentação incompleta do exsudato da ferida foi tratada como um marcador do processo de cuidado, e não como um determinante causal presumido da recorrência. Como os mecanismos de recorrência e os requisitos de vigilância diferem entre lesões esofágicas, gástricas e colorretais, a análise agrupada foi considerada exploratória.

Este estudo utilizou duas coortes retrospectivas com propósitos distintos: uma coorte anterior foi usada para desenvolver e avaliar internamente um modelo exploratório de risco de recorrência, enquanto uma coorte posterior foi usada para comparar retrospectivamente os desfechos entre pacientes que receberam acompanhamento orientado pelo modelo e guiado pelo risco e aqueles que receberam acompanhamento rotineiro em intervalos fixos. O estudo teve como objetivo examinar se indicadores pós-operatórios relevantes para enfermagem poderiam ser associados a uma via prática de acompanhamento, em vez de estabelecer um desempenho preditivo externamente validado ou um efeito causal definitivo da intervenção.

Protocolo

A análise retrospectiva de ambas as coortes foi aprovada pelo Hospital Taikang Tongji (Wuhan) (número de aprovação 128/06/2025). Todos os dados foram anonimizados antes da análise, e o consentimento informado foi dispensado. O registro do ensaio clínico não foi necessário porque ambas as coortes eram retrospectivas, todas as exposições e estratégias de acompanhamento já haviam ocorrido como parte do atendimento clínico de rotina antes da extração dos dados, e nenhuma inclusão prospectiva ou atribuição de intervenções direcionadas à pesquisa foi realizada.

Desenho do estudo

Este estudo utilizou um delineamento de coorte retrospectivo em dois estágios. A coorte tratada entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023 foi usada para o desenvolvimento do modelo e validação interna por bootstrap, enquanto a coorte tratada entre janeiro e dezembro de 2024 foi utilizada para comparar retrospectivamente os desfechos entre pacientes que receberam acompanhamento orientado pelo modelo e guiado pelo risco e aqueles que receberam acompanhamento rotineiro com intervalos fixos. A segunda coorte avaliou o percurso assistencial documentado e não constituiu uma validação externa do desempenho do modelo. Figura 1 apresenta a seleção dos pacientes para ambas as coortes retrospectivas.

População do estudo

Cohorte retrospectiva

A coorte de desenvolvimento do modelo incluiu 124 pacientes com câncer gastrointestinal precoce que foram submetidos à DSE no Departamento de Gastroenterologia entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023. Os critérios de inclusão foram: (1) câncer esofágico, gástrico ou colorretal precoce confirmado por exame anatomopatológico, classificado como T1a ou T1b sem invasão vascular; (2) DSE realizada pela primeira vez com ressecção completa R0; (3) sobrevida pós-operatória de pelo menos 6 meses; e (4) prontuários clínicos e de enfermagem completos, incluindo as informações especificadas sobre dieta, medicação, aspectos psicológicos e acompanhamento. Os critérios de exclusão foram: (1) metástase à distância ou múltiplos tumores malignos primários; (2) quimiorradioterapia neoadjuvante; (3) complicação pós-operatória grave que exigiu reintervenção cirúrgica nos 3 meses seguintes; (4) comprometimento cognitivo ou doença mental que impedisse a colaboração no acompanhamento; e (5) perda do seguimento ou dados incompletos. Nenhum cálculo formal prévio do tamanho da amostra foi realizado, pois esta foi uma coorte retrospectiva de desenvolvimento do modelo, e todos os prontuários elegíveis disponíveis no período pré-especificado foram incluídos. No entanto, para modelos preditivos clínicos binários, a adequação do tamanho da amostra depende do número de eventos desfecho, do número de parâmetros preditores candidatos, do desempenho do modelo esperado e da necessidade de limitar o sobreajuste, e não apenas do tamanho total da amostra. A coorte apresentou 22 eventos de recorrência distribuídos entre sete parâmetros preditores, o que corresponde a 3,1 eventos por parâmetro; dada essa baixa razão entre eventos e parâmetros, considerou-se que o modelo era vulnerável à instabilidade dos coeficientes e ao sobreajuste11,12.

Cohorte comparativa retrospectiva

A coorte comparativa retrospectiva compreendeu 84 pacientes com câncer gastrointestinal precoce que realizaram DES entre janeiro e dezembro de 2024 e que tiveram documentação completa da estratégia de acompanhamento recebida e dos desfechos pré-especificados em 12 meses. Os critérios de inclusão foram: (1) câncer esofágico, gástrico ou colorretal precoce confirmado histopatologicamente; (2) DES realizada durante o período pré-especificado do estudo; (3) documentação completa da estratégia de acompanhamento recebida; e (4) dados completos de desfecho aos 12 meses. Os critérios de exclusão foram: (1) metástase à distância ou múltiplos tumores malignos primários; (2) quimiorradioterapia neoadjuvante; (3) complicação pós-operatória grave que exigiu reoperação dentro de 3 meses; (4) comprometimento cognitivo ou doença mental que impedisse a participação no acompanhamento; e (5) dados incompletos de acompanhamento ou desfecho. Com base na estratégia de acompanhamento documentada nos registros médicos e de enfermagem, 42 pacientes foram classificados no grupo de acompanhamento orientado pelo modelo e guiado pelo risco e 42 no grupo de acompanhamento rotineiro, com intervalos fixos. Nenhuma alocação aleatória, ocultação de alocação ou designação direcionada pela pesquisa foi realizada. O tamanho da coorte foi determinado pelo número de registros elegíveis com dados completos de desfecho aos 12 meses durante o período pré-especificado; consequentemente, nenhum cálculo prospectivo de tamanho da amostra baseado em poder estatístico foi aplicável.

Coleta de dados

Extração retrospectiva de dados

As variáveis basais incluíram idade, sexo, índice de massa corporal (IMC) e tipo patológico. Os indicadores pós-operatórios relevantes para enfermagem foram extraídos utilizando as definições pré-especificadas na base de dados: ingestão de alimentos com alto teor de sal ou condimentados pelo menos duas vezes por semana durante os primeiros 3 meses pós-operatórios; documentação incompleta do exsudato diário da ferida durante o primeiro mês pós-operatório; escore na Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS)13 ≥11 no primeiro mês; pelo menos duas doses perdidas de sulfato de sucralato por semana durante os primeiros 3 meses pós-operatórios; pelo menos duas consultas de acompanhamento perdidas durante os primeiros 6 meses; fumar pelo menos 10 cigarros por dia durante pelo menos 6 meses; e concentração média de glicose sanguínea em jejum ≥7,0 mmol/L durante os primeiros 3 meses pós-operatórios entre pacientes com diabetes. O desfecho foi recorrência dentro de 12 meses, definida como recorrência local ou câncer metacrônico confirmado por biópsia endoscópica e histopatologia. Como as janelas de avaliação de diversos indicadores pós-operatórios coincidiram com o período de observação da recorrência, a precedência temporal não pôde ser verificada para todos os pacientes; essas variáveis foram, portanto, analisadas como correlatos pós-operatórios da recorrência, e o modelo resultante não foi interpretado como uma ferramenta prognóstica basal.

Desenvolvimento do modelo e validação interna

Sete variáveis binárias relevantes para enfermagem — ingestão de alimentos ricos em sal ou picantes, documentação incompleta do exsudato da ferida, escore HADS ≥11, uso irregular de sulfacrilato durante os primeiros 3 meses pós-operatórios, pelo menos duas consultas de acompanhamento perdidas, exposição ao fumo e diabetes descontrolado — foram inseridas simultaneamente em um modelo de regressão logística multivariável. A regressão logística foi escolhida porque o desfecho era binário e o estudo buscava uma equação de probabilidade interpretável que pudesse ser aplicada em registros de rotina. Algoritmos estatísticos alternativos ou de aprendizado de máquina não foram comparados, pois apenas 22 eventos de recorrência estavam disponíveis, tornando improvável o desenvolvimento e ajuste confiável de algoritmos. A multicolinearidade foi avaliada por meio dos fatores de inflação da variância, considerando-se inaceitáveis valores >5.

A discriminação do modelo foi avaliada utilizando a área sob a curva característica de operação do receptor, com o intervalo de confiança de 95% calculado pelo método de DeLong. O limiar de operação foi selecionado maximizando o índice de Youden, após o qual foram calculadas a sensibilidade e a especificidade. A calibração foi avaliada pelo teste de adequação de Hosmer-Lemeshow, pelo escore de Brier e por um gráfico de calibração baseado em quintis de risco predito. Apresentaram-se as calibrações aparente e corrigida por bootstrap, com o otimismo estimado a partir de 1.000 reamostragens bootstrap nas quais o modelo completo foi reajustado; o mesmo procedimento bootstrap foi utilizado para estimar o otimismo na AUC14. Os coeficientes de regressão, razões de chances, intervalos de confiança, o intercepto e a equação completa de probabilidade foram relatados para permitir o cálculo independente da pontuação do modelo.

Protocolo de intervenção

Grupo com acompanhamento orientado por risco: os registros médicos e de enfermagem indicaram que os pacientes deste grupo receberam acompanhamento e suporte de enfermagem vinculados à probabilidade de recorrência derivada do modelo. As probabilidades foram categorizadas utilizando os limiares operacionais mantidos no protocolo institucional original: baixo risco, <20%; risco intermediário, 20% a <40%; e alto risco, ≥40%. Esses limiares refletiam a prática clínica local e revisão multidisciplinar, e não cortes derivados de uma diretriz publicada, estudo prévio de validação ou consenso formal tipo Delphi; eles foram usados para determinar a intensidade do cuidado de enfermagem e eram distintos do limiar derivado da curva ROC de 0,1484, que foi utilizado exclusivamente para resumir a sensibilidade e especificidade do modelo.

O percurso foi implementado por meio de acompanhamento rotineiro da equipe de enfermagem de gastroenterologia. Pacientes de baixo risco receberam uma revisão anual, um folheto padronizado abordando dieta, estilo de vida diário e sintomas de alerta, além de mensagens breves de reforço a cada 3 meses. Pacientes de risco intermediário receberam revisão semestral, incluindo uma reavaliação endoscópica ambulatorial, juntamente com contatos telefônicos mensais conduzidos por enfermeiros, revisão de diários alimentares, planos alimentares individualizados e reforço da adesão medicamentosa. Pacientes de alto risco receberam um programa estruturado de apoio cognitivo-comportamental com oito sessões, ministrado uma vez por semana, instruções baseadas em vídeo sobre cuidados com feridas, registro diário de sangramento, dor, distensão abdominal e outros sintomas de alerta, envio semanal dos registros à equipe de enfermagem, reuniões familiares mensais para esclarecer responsabilidades de supervisão e manejo coordenado do diabetes com consulta endocrinológica e monitoramento programado de glicose.

O caminho arquivado descrevia o componente psicológico como terapia cognitivo-comportamental (TCC), mas não mantinha as credenciais do prestador em saúde mental nem um manual de tratamento; portanto, é relatado de forma conservadora como suporte cognitivo-comportamental estruturado, em vez de TCC formal aplicado por terapeuta. O caminho de acompanhamento orientado por risco foi desenvolvido principalmente como um protocolo institucional local, baseando-se nos procedimentos rotineiros do hospital após ESD e em recomendações publicadas que apoiam a vigilância endoscópica programada após ESD curativa15,16. As orientações publicadas fundamentaram a estrutura geral de vigilância, mas não especificavam os limiares de probabilidade baseados em modelos nem as ações de enfermagem atribuídas a cada nível de risco. Esses elementos foram desenvolvidos localmente, associando indicadores relevantes para enfermagem às ações correspondentes de cuidado, e foram revisados pela equipe clínica multidisciplinar do hospital, sem a realização de um processo formal Delphi. A aplicação foi documentada nos registros existentes de enfermagem e acompanhamento; nenhuma lista de verificação de fidelidade separada, limiar pré-especificado de fidelidade ou avaliação independente de fidelidade foi mantida (Tabela 1).

Grupo de acompanhamento de rotina: Os registros indicavam que os pacientes deste grupo haviam recebido acompanhamento em intervalos fixos, incluindo exames endoscópicos aos 6 meses, 1 ano e 2 anos após a cirurgia, bem como educação em saúde de rotina sem orientação individualizada baseada em modelo.

Indicadores de resultado

Indicadores de desempenho do modelo

O desempenho do modelo foi resumido usando a AUC e seu intervalo de confiança de 95%; o limiar de probabilidade selecionado; sensibilidade, especificidade e índice de Youden; a estatística de Hosmer-Lemeshow e valor P; o escore de Brier; otimismo estimado por reamostragem bootstrap; e a AUC corrigida para otimismo.

Resultado comparativo no coorte comparativo retrospectivo

O desfecho comparativo principal foi a recorrência confirmada por biópsia endoscópica e histopatologia dentro de 12 meses após a ESD. Os resultados foram relatados como números absolutos e porcentagens, juntamente com a diferença de risco, risco relativo, razão de chances e seus intervalos de confiança de 95%. As datas exatas de recorrência não foram mantidas no conjunto de dados da análise de 2024; portanto, a sobrevida livre de recorrência, as curvas de Kaplan-Meier, a regressão de Cox e as distribuições de tempo até a recorrência não foram analisadas.

Indicadores de qualidade da gestão de enfermagem

A adesão ao tratamento foi avaliada aos 1, 6 e 12 meses e incluiu adesão dietética, definida como consumo de alimentos ricos em sal ou picantes menos de duas vezes por semana; execução dos cuidados com a ferida, definida como a conclusão dos registros diários padronizados de feridas; adesão medicamentosa, definida como menos de duas doses não tomadas por semana; e adesão ao acompanhamento, definida como nenhuma consulta agendada perdida.

O estado psicológico foi avaliado nos mesmos momentos utilizando a versão chinesa da Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão com 14 itens, que compreende subescalas de 7 itens para ansiedade e depressão, cada uma pontuada de 0 a 21, sendo que pontuações mais altas indicam maior gravidade dos sintomas. As pontuações de ansiedade, depressão e pontuação total foram analisadas como variáveis contínuas. A versão chinesa da HADS demonstrou propriedades psicométricas satisfatórias, incluindo validade de construto, consistência interna e validade concorrente, em uma amostra multicêntrica de pacientes chineses com câncer13.

A autorregulação foi avaliada utilizando a Escala de Autorregulação em Doenças Gastrointestinais registrada na base de dados do estudo original. A escala mantida compreendia quatro domínios pontuados — manejo dietético, monitoramento de sintomas, manejo medicamentoso e regulação emocional — e uma pontuação total calculada pela soma das pontuações dos quatro domínios; pontuações mais altas indicavam melhor autorregulação. A documentação original do estudo registrou um alfa de Cronbach α de 0,85. As respostas em nível de item, o manual original do instrumento e uma referência externa independente de validação não foram mantidos; a escala foi, portanto, tratada como um instrumento de estudo, em vez de ser descrita como uma medida plenamente validada externamente.

A satisfação das enfermeiras foi avaliada aos 12 meses utilizando a escala de satisfação de 100 pontos desenvolvida pelo hospital, registrada na base de dados do estudo. Os escores foram categorizados como muito satisfeito (≥90), satisfeito (80–89), razoável (60–79) ou insatisfeito (<60).<60). A documentação do estudo original relatou um alfa de Cronbach α de 0,87, mas as respostas em nível de item e os registros originais do desenvolvimento da escala não foram mantidos; portanto, os resultados sobre satisfação foram considerados exploratórios.

Indicadores de eficiência no uso de recursos médicos

O uso de recursos foi avaliado ao longo do período de observação de 12 meses sob a perspectiva dos recursos médicos diretos hospitalares. Os custos dos exames foram expressos em yuans chineses nominais conforme registrados no banco de dados do hospital e incluíram cobranças por exames endoscópicos, de imagem e laboratoriais; nenhuma correção pela inflação ou desconto foi aplicada, pois a análise abrangeu um único período de acompanhamento de 12 meses. As internações atribuíveis a recidiva ou complicações pós-operatórias foram identificadas a partir dos prontuários eletrônicos. O tempo de acompanhamento foi analisado utilizando a variável composta mantida no banco de dados, que combinou o tempo de acompanhamento prestado pelo profissional de saúde com o tempo de deslocamento e consulta do paciente; os componentes individuais de tempo não foram armazenados separadamente. Como as variáveis de custo e utilização podem apresentar distribuição assimétrica, as diferenças médias entre grupos e os intervalos de confiança de 95% foram estimados utilizando 10.000 reamostragens não paramétricas por bootstrap.

Métodos estatísticos

Os dados foram analisados utilizando SPSS e R. As variáveis contínuas de um único ponto temporal foram avaliadas quanto à normalidade usando o teste de Shapiro-Wilk e resumidas como média ± desvio padrão ou mediana (intervalo interquartílico), conforme apropriado. As comparações entre grupos utilizaram testes t para amostras independentes ou testes U de Mann-Whitney. Variáveis categóricas foram resumidas como n (%) e comparadas utilizando o teste χ2 de Pearson ou o teste exato de Fisher quando as contagens esperadas nas células eram <5. Categorias ordenadas de satisfação foram comparadas usando o teste de soma de postos de Mann-Whitney, enquanto a taxa geral de satisfação foi comparada usando o teste exato de Fisher.

Resultados contínuos repetidos foram analisados utilizando equações de estimação generalizadas com distribuição gaussiana, ligação de identidade, correlação de trabalho exchangeável e erros-padrão robustos; os efeitos fixos incluíram grupo, tempo e a interação grupo por tempo. Resultados binários repetidos de adesão foram analisados utilizando equações de estimação generalizadas com distribuição binomial e ligação logito. Os valores P da interação grupo por tempo foram ajustados dentro de cada família de resultado utilizando o procedimento de taxa de falsas descobertas de Benjamini-Hochberg, e as diferenças entre grupos ou razões de chances aos 12 meses foram relatadas com intervalos de confiança de 95%.

Um escore total de autogestão de 6 meses ausente no grupo de acompanhamento de rotina foi reconstruído como 72, pois todos os quatro escores de domínio estavam disponíveis e somados exatamente a esse total. As comparações de recorrência foram relatadas usando a diferença de risco, risco relativo e razão de chances com intervalos de confiança de 95%. As diferenças médias no uso de recursos e os intervalos de confiança foram estimados utilizando 10.000 reamostragens não paramétricas por bootstrap. O modelo logístico de sete variáveis foi avaliado usando os procedimentos descritos acima, incluindo 1.000 reamostragens por bootstrap para validação interna. Como a coorte comparativa era não randomizada e continha apenas 18 recorrências, seus resultados foram interpretados como associações observacionais não ajustadas, em vez de estimativas de efeito causal. Todos os testes foram bicaudais, e p < 0,05 foi considerado estatisticamente significativo.

Resultados

Univariate associations between nursing-relevant indicators and recurrence

Among the 124 patients in the model-development cohort, 22 experienced recurrence and 102 did not. High-salt or spicy food intake, incomplete wound-exudate documentation, HADS score ≥11, irregular sucralfate use, at least two missed follow-up appointments, smoking exposure, and uncontrolled diabetes were more frequent among patients with recurrence than among those without recurrence. Age, BMI, lesion size ≥2 cm, and poor differentiation did not differ significantly between the groups (Table 2). These univariate findings were interpreted as associations rather than evidence of causal effects (Table 2).

Model development and internal validation

The seven-variable logistic model included high-salt or spicy food intake, incomplete documentation of wound exudate, HADS score ≥11, irregular sucralfate use, at least two missed follow-up appointments, smoking exposure, and uncontrolled diabetes. Let X1-X7 denote these variables in the order listed, coded as 1 when present and 0 when absent. The linear predictor was LP = −6.0438 + 1.3123X1 + 1.6194X2 + 2.2870X3 + 0.9335X4 + 1.3526X5 + 1.1080X6 + 0.6359X7, and the estimated probability was p = exp(LP)/[1 + exp(LP)]. The apparent AUC was 0.922 (95% CI, 0.872–0.972). At the threshold of 0.1484 selected by the maximum Youden index, sensitivity was 95.45%, specificity was 84.31%, and the Youden index was 0.7977. The Hosmer-Lemeshow statistic was χ2 = 4.358 (P = 0.823), and the Brier score was 0.088. Bootstrap internal validation estimated optimism of 0.038, yielding an optimism-corrected AUC of 0.884. These performance estimates should be interpreted with caution because only 22 recurrence events were available for seven predictor parameters (Figure 2 and Tables 3,4).

Baseline characteristics of the retrospective comparative cohort

No statistically significant differences were observed between the two groups in the measured baseline characteristics, including age, sex, BMI, pathological type, lesion size, differentiation, vascular invasion, diabetes, and baseline HADS score (p > 0.05; Table 5). Because the follow-up strategy was not randomly assigned, similarity in measured characteristics does not rule out treatment selection bias or unmeasured confounding.

Twelve-month recurrence in the retrospective comparative cohort

During 12 months, recurrence was documented in 5 of 42 patients (11.90%) in the risk-guided follow-up group and 13 of 42 patients (30.95%) in the routine follow-up group. The risk-guided-minus-routine risk difference was −19.05 percentage points (95% CI, −35.55 to −1.37), the relative risk was 0.38 (95% CI, 0.15-0.98), and the odds ratio was 0.30 (95% CI, 0.10-0.94). Local recurrence occurred in 2 of 42 and 8 of 42 patients, respectively (OR, 0.21; 95% CI, 0.04-1.07; Fisher’s exact p = 0.088), while metachronous cancer occurred in 3 of 42 and 5 of 42 patients, respectively (OR, 0.57; 95% CI, 0.13-2.55; Fisher’s exact p = 0.713). Exact event dates and individual risk-tier assignments were not retained in the 2024 analysis dataset; therefore, no time-to-event or risk-tier-specific recurrence analysis was performed (Table 6).

Nursing compliance during follow-up

Generalized estimating equations did not show significant group-by-time interactions for dietary compliance, wound-care execution, medication adherence, or follow-up adherence; the false-discovery-rate-adjusted P value was 0.328 for each interaction. At 12 months, the risk-guided group nevertheless had higher odds of dietary compliance (OR, 5.55; 95% CI, 1.82–16.94), wound-care execution (OR, 7.22; 95% CI, 1.90-27.40), medication adherence (OR, 4.11; 95% CI, 1.33-12.69), and follow-up adherence (OR, 14.55; 95% CI, 1.78-118.76). These estimates describe the 12-month group differences but do not demonstrate significantly different longitudinal trajectories (Table 7).

Inter-group differences in psychological status

Generalized estimating equations showed significant group-by-time interactions for anxiety (χ2 = 20.96, false-discovery-rate-adjusted p < 0.001), depression (χ2 = 24.84, adjusted p <0.001), and total HADS score (χ2 = 40.80, adjusted p < 0.001). At 12 months, the estimated risk-guided-minus-routine differences were −1.60 points for anxiety (95% CI, -2.05 to -1.14), -1.71 points for depression (95% CI, -2.12 to -1.31), and -3.31 points for the total HADS score (95% CI, -3.95 to -2.67; Figure 3).

Inter-group differences in self-management ability

Significant group-by-time interactions were observed for dietary management, symptom monitoring, medication management, emotional regulation, and the total self-management score (all false-discovery-rate-adjusted p < 0.001). At 12 months, the estimated risk-guided-minus-routine differences were 8.62 points for dietary management (95% CI, 7.51–9.73), 10.31 points for symptom monitoring (95% CI, 9.17-11.45), 9.02 points for medication management (95% CI, 7.72–10.32), 9.10 points for emotional regulation (95% CI, 7.92–10.27), and 37.05 points for the total score (95% CI, 34.67–39.43; Figure 4).

Inter-group differences in nutritional status

Generalized estimating equations showed significant group-by-time interactions for BMI (false-discovery-rate-adjusted p < 0.001), serum albumin (adjusted p < 0.001), and hemoglobin (adjusted p = 0.006). At 12 months, the estimated risk-guided-minus-routine differences were 1.59 kg/m2 for BMI (95% CI, 0.50–2.68), 5.43 g/L for serum albumin (95% CI, 3.56–7.30), and 7.31 g/L for hemoglobin (95% CI, 3.56–11.06; Figure 5).

Inter-group differences in medical resource consumption and nursing satisfaction

Mean annual examination cost was RMB 6,330.79 ± 1,186.52 in the risk-guided group and RMB 8,269.29 ± 1,569.26 in the routine group; the bootstrap mean difference was −RMB 1,938.50 (95% CI, -2,533.51 to -1,342.91). Annual hospitalizations averaged 0.76 ± 0.79 and 1.69 ± 1.28, respectively, with a mean difference of -0.93 (95% CI, -1.38 to -0.50). Mean follow-up time was 27.05 ± 5.66 and 39.26 ± 5.96 min, respectively, with a mean difference of -12.21 min (95% CI, -14.67 to -9.83). Satisfaction-category distributions differed between groups (Mann-Whitney U = 1197.0, P = 0.001), and the overall satisfaction rates were 39 of 42 (92.86%) and 30 of 42 (71.43%), respectively (Fisher’s exact P = 0.020; Table 8).

Data Availability:

Raw data supporting the model development and retrospective comparative cohort analyses are provided in Supplementary File 1.

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Figure 1: Included patients and analytic structure of the retrospective model-development cohort and the retrospective comparative cohort. Patients in the 2024 cohort were classified according to the follow-up strategy documented in their medical and nursing records; no random allocation was performed. Please click here to view a larger version of this figure.

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Figure 2: Apparent performance and internal validation of the seven-variable exploratory recurrence-risk model. (A) Receiver operating characteristic curve; the apparent AUC was 0.922 (95% CI, 0.872-0.972), and the Youden threshold of 0.1484, explicitly marked on the curve, yielded a sensitivity of 95.45% and specificity of 84.31%. (B) Apparent and bootstrap-corrected calibration curves based on quintiles of predicted risk; the two curves are separately identified in the plot, and the 45-degree line indicates perfect calibration. The bootstrap-corrected curve was obtained using 1,000 bootstrap resamples with refitting of the full model. (C) Nomogram based on the seven binary nursing-relevant variables. Abbreviations: AUC = area under the curve. Please click here to view a larger version of this figure.

figure-results-3
Figure 3: Trends of HADS scores (anxiety/depression dimensions) at different time points after surgery between the two groups. (A) Anxiety dimensions score, (B) Depression dimensions score, (C) total score. Data are presented as mean ± SD; error bars represent SD. vs routine follow-up group * = p < 0.05, vs 1 month after surgery; # = p < 0.05, vs 6 months after surgery; & = p < 0.05. Please click here to view a larger version of this figure.

figure-results-4
Figure 4: Trends of self-management ability scores in each dimension at different time points after surgery between the two groups. (A) Diet management score, (B) Symptom monitoring score, (C) Medication management score, (D) Emotion regulation score, (E) Total score. Data are presented as mean ± SD; error bars represent SD. vs routine follow-up group * = p < 0.05, vs 1 month after surgery; # = p < 0.05, vs 6 months after surgery; & = p < 0.05. Please click here to view a larger version of this figure.

figure-results-5
Figure 5: Trends of nutritional status indicators at different time points after surgery between the two groups. (A) BMI, (B) Serum albumin (ALB), (C) Hb. Data are presented as mean ± SD; error bars represent SD. vs routine follow-up group * = p < 0.05, vs 1 month after surgery; # = p < 0.05, vs 6 months after surgery; & = p < 0.05. Please click here to view a larger version of this figure.

Risk tierModel probabilityFollow-up scheduleNursing measuresProvider and coordinationDocumentation and fidelity
Low risk<20%One annual review; reinforcement every 3 monthsStandardized booklet covering diet, lifestyle, and recurrence-warning symptoms; quarterly reinforcement messagesRoutine gastroenterology nursing teamRecorded in routine follow-up records; no independent fidelity assessment
Intermediate risk20% to <40%Semi-annual review, including one outpatient endoscopic reassessment; monthly telephone contactReview of food diaries, individualized dietary planning, and reinforcement of medication adherenceGastroenterology nursing teamTelephone and outpatient contacts recorded in nursing records; no prespecified fidelity threshold
High risk≥40%Intensive scheduled support in addition to endoscopic surveillanceEight weekly structured cognitive-behavioral support sessions; video-based wound-care instruction; daily warning-symptom logs with weekly feedback; monthly family sessions; coordinated diabetes management and glucose monitoringNursing team, family caregivers, and endocrinology service where diabetes was presentComponents recorded in routine nursing records; provider credentials for the psychological component and a separate quantitative fidelity measure were not retained

Table 1: Development, delivery, and content of the model-informed risk-guided follow-up pathway

IndicatorRecurrent groupNon-recurrent groupStatisticp value
Age, years61.23 ± 6.1361.02 ± 4.99t = 0.1700.866
BMI, kg/m²23.83 ± 1.9823.09 ± 2.74t = 1.2070.23
High-salt/spicy intake, yes/no 15/731/71χ² = 11.075<0.001
Incomplete wound records, yes/no 14/828/74χ² = 10.5790.001
HADS score ≥11, yes/no 17/525/77χ² = 22.493<0.001
Irregular sucralfate use, yes/no 15/735/67χ² = 8.6260.003
Missed follow-up ≥2 times, yes/no 12/1026/76χ² = 7.1880.007
Smoking ≥10 cigarettes/day, yes/no 14/836/66χ² = 6.0410.014
Uncontrolled diabetes, yes/no 12/1032/70χ² = 4.2450.039
Lesion size ≥2 cm, yes/no 13/940/62χ² = 2.9210.087
Poor differentiation, yes/no 8/1422/80χ² = 2.1600.142

Table 2: Univariate associations between nursing-relevant indicators and 12-month recurrence after ESD

PredictorBSEWald χ²P valueOR95% CI
High-salt or spicy food intake1.3120.6693.8420.053.7151.000–13.797
Incomplete wound-exudate documentation1.6190.6476.2570.0125.051.420–17.963
HADS score ≥112.2870.67411.5060.0019.8452.626–36.909
Irregular sucralfate use0.9340.6442.1040.1472.5430.720–8.979
≥2 missed follow-up appointments1.3530.6524.3030.0383.8671.077–13.882
Smoking ≥10 cigarettes/day1.1080.6522.8870.0893.0280.844–10.870
Uncontrolled diabetes0.6360.6490.9610.3271.8890.530–6.734
Intercept−6.0441.13628.323<0.0010.002

Table 3: Multivariable logistic regression model for 12-month recurrence after ESD

MeasureEstimate
Recurrence events/total22/124
Predictor parameters7
Events per parameter3.1
Apparent AUC0.922
95% CI0.872–0.972
Probability threshold0.1484
Sensitivity95.45%
Specificity84.31%
Youden index0.7977
Hosmer–Lemeshow χ²4.358
Hosmer–Lemeshow P value0.823
Brier score0.088
Bootstrap resamples1,000
Estimated optimism0.038
Optimism-corrected AUC0.884

Table 4: Apparent and bootstrap-corrected performance of the seven-variable exploratory recurrence-risk model

IndicatorRisk-guided groupRoutine groupStatisticP value
Age, years60.38 ± 6.5661.07 ± 6.09t = −0.5000.618
Sex, male/female25/1723/19χ² = 0.1940.659
BMI, kg/m²23.94 ± 2.3623.10 ± 2.49t = 1.5910.115
Pathological type, squamous/adenocarcinoma11/3114/28χ² = 0.5130.474
Lesion size, cm1.78 ± 0.471.66 ± 0.60t = 1.0530.295
Differentiation, well/moderate/poor18/19/516/21/5χ² = 0.2180.897
Vascular invasion, yes/no7/358/34χ² = 0.0810.776
Diabetes, yes/no9/33 12/30χ² = 0.5710.45
Baseline HADS score8.45 ± 2.698.33 ± 2.14t = 0.2250.823

Table 5: Baseline characteristics of the retrospective comparative cohort

OutcomeRisk-guided groupRoutine groupEffect estimatep value
Overall recurrence5/42 (11.90%)13/42 (30.95%)RD, −19.05 percentage points (95% CI, −35.55 to −1.37); RR, 0.38 (0.15–0.98); OR, 0.30 (0.10–0.94)0.033
Local recurrence2/42 (4.76%)8/42 (19.05%)OR, 0.21 (0.04–1.07)0.088
Metachronous cancer3/42 (7.14%)5/42 (11.90%)OR, 0.57 (0.13–2.55)0.713

Table 6: Twelve-month recurrence in the retrospective comparative cohort

IndicatorGroup-by-time χ²FDR-adjusted p12-month OR95% CI
Dietary compliance2.3870.3285.551.82–16.94
Wound-care execution3.1580.3287.221.90–27.40
Medication adherence2.2270.3284.111.33–12.69
Follow-up adherence3.3470.32814.551.78–118.76

Table 7: Nursing compliance during follow-up analyzed using generalized estimating equations

IndicatorRisk-guided groupRoutine groupMean difference or test95% CI/P value
Annual examination cost, RMB6330.79 ± 1186.528269.29 ± 1569.26−1938.50−2533.51 to −1342.91
Annual hospitalizations0.76 ± 0.791.69 ± 1.28−0.93−1.38 to −0.50
Follow-up time, min27.05 ± 5.6639.26 ± 5.96−12.21−14.67 to −9.83
Satisfaction categories34/5/3/020/10/8/4Mann–Whitney U = 1197.0P = 0.001
Overall satisfaction39/42 (92.86%)30/42 (71.43%)Fisher’s exact testP = 0.020

Table 8: Resource use and nursing satisfaction in the retrospective comparative cohort

Supplementary File 1: Raw patient-level data supporting the model-development and retrospective comparative cohort analyses.Please click here to download this file.

Discussão

Este estudo examinou se indicadores pós-operatórios relevantes para enfermagem poderiam ser incorporados a um modelo exploratório de risco de recorrência e vinculados a um caminho prático de acompanhamento. Na coorte retrospectiva de desenvolvimento, o modelo com sete variáveis mostrou alta discriminação aparente, embora a contagem limitada de eventos, a sobreposição temporal entre diversos indicadores e a recorrência, bem como a ausência de validação externa, impeçam conclusões firmes quanto à transportabilidade preditiva. Uma coorte comparativa retrospectiva separada permitiu comparar os desfechos documentados de pacientes que receberam acompanhamento orientado pelo risco ou rotineiro ao longo de 12 meses; como a estratégia de acompanhamento não foi atribuída aleatoriamente, essas comparações representam associações observacionais e não efeitos causais de intervenção.

A vigilância em intervalos fixos pode não levar em conta as diferenças no comportamento pós-operatório, carga emocional, adesão ou qualidade do monitoramento contínuo17. O presente protocolo teve como objetivo vincular indicadores relevantes para enfermagem à intensidade do acompanhamento e a ações de cuidado predefinidas. O comportamento alimentar, o uso de medicamentos, o sofrimento emocional, o controle glicêmico, o tabagismo e a frequência aos compromissos médicos representam domínios potencialmente modificáveis ou passíveis de monitoramento, enquanto a documentação do exsudato da ferida reflete principalmente o processo de cuidado e monitoramento. Esse enquadramento pode auxiliar na organização da enfermagem pós-operatória, mas os dados atuais não comprovam que cada indicador esteja diretamente envolvido em uma via causal de recorrência.

A proporção de recorrência observada em 12 meses foi 19,05 pontos percentuais menor no grupo orientado por risco do que no grupo de acompanhamento rotineiro. Essa diferença é compatível com um benefício potencial de um suporte mais estruturado, mas a comparação retrospectiva não randomizada não consegue distinguir a contribuição do modelo de risco daquela de contato adicional, cuidados de apoio, seleção de pacientes, confundimento residual ou vigilância e detecção diferencial18. Os achados sobre recorrência devem, portanto, ser considerados geradores de hipóteses, e não evidência definitiva da eficácia da intervenção.

O apoio psicológico, a orientação dietética e medicamentosa, o registro de sintomas relacionados à ferida, o envolvimento da família e o manejo de comorbidades foram combinados dentro da via orientada por risco19,20. Os achados longitudinais do HADS e do autogerenciamento são compatíveis com a possibilidade de que o contato estruturado com enfermagem tenha apoiado o manejo emocional e comportamental21; no entanto, a via era multicomponente, e o presente delineamento não permite determinar qual componente foi responsável pelas diferenças observadas. Nenhum biomarcador de estresse, medida imunológica, análise de mediação específica por componente ou avaliação independente de fidelidade foi obtida, e, portanto, interpretações mecanicistas devem ser evitadas22. As informações disponíveis sobre o provedor e a implementação indicaram que as qualificações em saúde mental para o componente cognitivo-comportamental não foram mantidas e que nenhum procedimento formal de Delphi ou quantitativo de fidelidade foi utilizado.

Modelos anteriores de recorrência pós-DEE geralmente foram específicos para o local e enfatizaram fatores clínico-patológicos ou da mucosa. Por exemplo, Xu et al. desenvolveram um nomograma para recorrência após DEE em câncer gástrico precoce utilizando infecção por Helicobacter pylori e linfonodos positivos como preditores independentes, relatando uma AUC de 0,933, embora nenhuma validação externa independente tenha sido realizada2. O escore FAMISH, desenvolvido para lesões gástricas metacrônicas após DEE gástrica, incorporou idade, sexo, histórico familiar, metaplasia intestinal no corpo, lesões sincrônicas e infecção persistente por H. pylori; sua AUC inicial em 3 anos foi de 0,704, e a validação externa subsequente resultou em uma AUC de 5 anos de 0,708 com calibração aceitável, apoiando seu uso na estratificação de risco para vigilância9,23. A comparação numérica direta com a AUC atual não é apropriada porque esses modelos diferem em suas populações-alvo, preditores, definições de desfecho, durações de acompanhamento, calibração e estratégias de validação. Tanto quanto sabemos, nenhum modelo de recorrência pós-DEE diretamente comparável focou principalmente em indicadores comportamentais e de processo assistencial relevantes para enfermagem ou vinculou diretamente o risco estimado a um caminho de acompanhamento de enfermagem; a contribuição do presente estudo reside, portanto, nessa vinculação, e não na demonstração de desempenho preditivo superior.

Os resultados medidos de uso de recursos e satisfação fornecem informações preliminares sobre viabilidade e aceitabilidade24. Pacientes no grupo orientado por risco apresentaram custos registrados menores com exames, menos hospitalizações, tempo de acompanhamento mais curto e maior taxa geral de satisfação em comparação com aqueles submetidos ao acompanhamento de rotina (Tabela 8). Esses achados não constituem uma avaliação econômica formal, pois a análise não estimou sobrevida ajustada pela qualidade, custo-efetividade incremental ou todos os custos diretos e indiretos relevantes25. Além disso, a escala de satisfação desenvolvida localmente requer validação adicional26.

Este estudo apresenta várias limitações. Primeiro, ambas as coortes foram retrospectivas e de centro único, gerando riscos de viés de seleção, viés de informação, documentação incompleta ou incorretamente classificada e confundimento residual. Segundo, apenas 22 eventos de recorrência estavam disponíveis para sete parâmetros preditores, resultando em uma baixa razão de eventos por parâmetro e possíveis instabilidades nos coeficientes e superajuste. Terceiro, diversas variáveis relevantes para enfermagem foram medidas durante intervalos pós-operatórios que coincidiram com o período de observação da recorrência; a precedência temporal não pôde ser estabelecida para todos os pacientes, e, portanto, o modelo não deve ser interpretado como uma ferramenta prognóstica basal. Quarto, a reamostragem por bootstrap forneceu apenas validação interna, e nenhuma validação externa independente, temporal, geográfica ou multicêntrica foi realizada antes da incorporação do escore no acompanhamento de rotina. Quinto, a comparação de 2024 foi não randomizada, e contato adicional, seleção de pacientes, confundimento não medido e vigilância ou detecção diferencial podem ter contribuído para as diferenças observadas entre os grupos. Sexto, as datas exatas de recorrência e as atribuições individuais de nível de risco não estavam disponíveis no conjunto de dados da análise de 2024, impedindo análises de tempo até o evento e análises específicas por nível. Sétimo, lesões esofágicas, gástricas e colorretais foram agrupadas, apesar das diferenças nos mecanismos de recorrência e nos requisitos de vigilância, enquanto o sítio anatômico não foi mantido no conjunto de dados para análise estratificada. Oitavo, a via de cuidado era multicomponente, e os registros arquivados não conservaram dados completos sobre treinamento dos prestadores, manualização ou fidelidade independente, de modo que as contribuições relativas e a reprodutibilidade dos elementos individuais permanecem incertas. Por fim, o acompanhamento foi limitado a 12 meses, e as medidas específicas do estudo sobre autogestão e satisfação exigem validação psicométrica externa adicional. É necessária validação externa independente do modelo e uma avaliação prospectiva multicêntrica adequadamente poderosa da via de cuidado antes da implementação de rotina.

Em conclusão, um modelo logístico exploratório de sete variáveis baseado em indicadores pós-operatórios relevantes para enfermagem mostrou alta discriminação aparente, mas foi desenvolvido a partir de uma pequena coorte unicêntrica, envolveu sobreposição temporal entre vários indicadores e recorrência, e não foi validado externamente. Em um estudo comparativo de coorte retrospectivo separado, o recebimento de acompanhamento orientado por risco e informado pelo modelo foi associado a uma recorrência observada menor aos 12 meses e a resultados mais favoráveis em termos psicológicos, de automanejo, nutricionais, de satisfação e de utilização de recursos, em comparação com o acompanhamento de rotina. Esses achados observacionais não estabelecem a transportabilidade preditiva nem um efeito causal da intervenção. É necessário o redesenvolvimento do modelo com data verificada, sua validação externa independente e uma avaliação prospectiva multicêntrica com poder estatístico adequado antes da implementação clínica de rotina.

Divulgações

Os autores não têm conflitos de interesse a declarar.

Materiais

Lista de materiais utilizados neste artigo
NomeEmpresaNúmero de catálogoComentários
Analisador bioquímico automáticoMindray Bio-Medical Electronics Co., Ltd., Shenzhen, ChinaBS-240 ProMedição de albumina sérica e hemoglobina
Insuflador de CO2Micro-Tech (Nanjing) Co., Ltd., Nanjing, ChinaCO2-300Utilizado para reduzir o desconforto pós-operatório durante a endoscopia
Sistema de endoscopia eletrônicaOlympus (China) Co., Ltd., Pequim, ChinaEVIS X1 (CV-1500)Utilizado para endoscopia diagnóstica e vigilância pós-operatória após DES
Sistema de prontuário eletrônico (SPE)Winning Health Technology Group Co., Ltd., Nanjing, ChinaHIS-V8.0Extração de dados clínicos e de enfermagem
Balança eletrônicaXiaomi Communications Co., Ltd., Pequim, ChinaXMTZC05HMMedição do peso corporal para cálculo do IMC
Dispositivo endoscópico de grampeamentoMicro-Tech (Nanjing) Co., Ltd., Nanjing, ChinaHX-610-135Hemostasia e fechamento de feridas após DES
Faca para dissecação submucosa endoscópicaMicro-Tech (Nanjing) Co., Ltd., Nanjing, ChinaKD-650QFaca padrão para DES para ressecção de lesões
Escala de Autogestão de Doenças GastrointestinaisVersão chinesaN/AAvaliação da capacidade de autogestão
Gerador eletrocirúrgico de alta frequênciaShanghai Hutong Electric Co., Ltd., Xangai, ChinaGD-350-BFornece corte e coagulação durante a DES
Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS)Versão chinesa validadaN/AAvaliação psicológica de ansiedade e depressão
Inibidor da bomba de prótons (IBP)Jiangsu Hengrui Medicine Co., Ltd., Lianyungang, ChinaH20051628Supressão ácida após DES
Software estatístico RR Core Team R 4.3.1Validação interna por bootstrap e análise estatística
Software de análise estatísticaIBM SPSS SPSS 26.0Análise estatística dos dados do estudo
Suspensão oral de sulfato de sucrafatoCSPC Pharmaceutical Group Ltd., Shijiazhuang, ChinaH13023653Proteção da mucosa e cicatrização de úlceras após DES

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