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Um Sistema Murino Simulado In Vivo de Ambiente Costeiro para Avaliar a Eficácia e Durabilidade de Filtros Solares

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DOI:

10.3791/73347

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9 de outubro de 2026

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Neste artigo

Resumo

Este estudo apresenta um sistema simulado de ambiente marinho utilizando um modelo murino para avaliar quantitativamente a taxa de retenção e a eficácia fotoprotetora de protetores solares sob estressores ambientais complexos, incluindo irradiação ultravioleta, imersão em água do mar, lavagem por ondas e secagem pelo vento. Ele atua como uma ferramenta de triagem pré-clínica e não substitui ensaios clínicos padronizados.

Resumo

Ultraviolet (UV) radiation is a primary environmental factor causing skin photoaging, sunburn, and acute UV-induced skin injury. Sunscreen is the most common method of photoprotection; however, current evaluation methods fail to accurately simulate complex seaside environments or pose high costs and ethical limitations. This study presents a novel simulated seaside testing system combined with a live murine model to quantitatively evaluate the efficacy and durability of sunscreens under complex environmental stressors. The custom-designed chamber integrates controllable UV irradiation, seawater immersion with simulated waves, and wind-drying mechanisms. Depilated BALB/c mice were treated with different sunscreens and exposed to a standardized 120-minute simulated seaside cycle. The retention rate of the sunscreens was quantified using fluorescence imaging, while the photoprotective efficacy was evaluated by Hematoxylin and Eosin (H&E) staining for epidermal thickness and inflammatory infiltration. The results demonstrated that this system could effectively differentiate the performance of various sunscreens. Specifically, a high-protection water-resistant sunscreen exhibited the highest retention rate and provided the best protection against UV and environmental damage. This protocol offers a cost-effective, highly reproducible, and ethical preclinical screening alternative for exploring skin protection products under simulated extreme environments, serving as an exploratory bridge rather than a validated replacement for mandatory human SPF testing.

Introdução

A radiação ultravioleta (UV), particularmente UVA e UVB, é a principal causa de fotoenvelhecimento da pele, queimaduras solares e lesões cutâneas agudas induzidas por UV1,2,3. O uso de protetor solar é a estratégia mais amplamente adotada para mitigar esses efeitos adversos4,5. Portanto, a avaliação precisa da eficácia do protetor solar é de importância crítica tanto para a pesquisa dermatológica quanto para a indústria cosmética.

Atualmente, os principais métodos para testar a eficácia de protetores solares incluem análises instrumentais in vitro e ensaios clínicos em humanos6,7. Métodos in vitro, como a espectrofotometria UV em placas de quartzo ou pele artificial, são economicamente viáveis e altamente reprodutíveis8,9. No entanto, eles não conseguem simular as complexas dinâmicas da formação de filme do protetor solar, resistência à água e resistência ao escoamento na pele viva. Por outro lado, os ensaios clínicos em humanos, que medem a Dose Mínima de Eritema (DME) nas costas de voluntários, são considerados o padrão ouro para determinar o Fator de Proteção Solar (FPS), conforme as diretrizes da Organização Internacional de Normalização (ISO) (FPS: ISO 24444, resistência à água: ISO 16217) e da FDA10,11,12,13,14. Apesar de sua confiabilidade, os ensaios clínicos são caros, demorados, sujeitos a variações individuais significativas e fortemente restritos por considerações éticas, especialmente ao testar em condições ambientais extremas ou potencialmente prejudiciais.

Uma limitação significativa das técnicas de avaliação existentes é a incapacidade de simular de forma abrangente ambientes costeiros práticos. Durante atividades à beira-mar, os protetores solares sofrem um processo de degradação sinérgica que envolve imersão em água do mar de alta salinidade e remoção por ondas15,16. Esses fatores comprometem drasticamente a estabilidade da adesão e a duração da proteção dos produtos aplicados. Para superar essas limitações, este estudo apresenta um novo sistema de teste simulado de ambiente costeiro, utilizando um modelo de camundongo BALB/c. Este sistema integra múltiplos parâmetros ambientais-chave — incluindo intensidade de UV, salinidade da água do mar, temperatura da água, força das ondas e velocidade do vento — em uma única plataforma altamente controlável. Ao combinar esse equipamento com imagem de fluorescência quantitativa e análise histológica, o protocolo permite a avaliação precisa da taxa de retenção do protetor solar e de sua eficácia protetora fisiológica. Este método oferece uma solução confiável, de baixo custo e eficiente para avaliar o desempenho de protetores solares em cenários marinhos complexos e práticos.

Protocolo

All methods involving vertebrate animals were performed in compliance with the institutional guidelines and approved by the laboratory animal care and ethics committee of Guangdong Laidi Biomedical Research Institute Co., Ltd., under approval No. LDSW2025050-4.

1. Setup of the simulated seaside chamber

  1. Assemble the test chamber, which consists of a transparent, airtight metal box (dimensions: 40 cm length × 30 cm width × 30 cm height) with access ports for the animals.
  2. Integrate the UV Simulation Unit: Install UV lamps (6W) at the top of the chamber, providing an approximate intensity of 2 mW/cm2. This simulates the average strong midday seaside sunlight.
    CAUTION: UV radiation is hazardous to the eyes and skin. Ensure the chamber is fully sealed and wear appropriate safety goggles and protective clothing when operating the UV unit.
  3. Integrate the water environment unit. Fill the built-in water tank with artificial seawater.
  4. Prepare the seawater by dissolving commercial sea salt in purified water at a ratio of 1 kg (± 0.05 kg) salt to 30 L (± 0.5 L) water. Set the water temperature controller to maintain a constant temperature of 25 °C (± 1 °C).
  5. Activate the wave-maker at a flow rate of approximately 10 L/min to simulate the mechanical friction of moderate shore waves.
  6. Position the blower fan to direct airflow across the animal holding area. Calibrate airflow to 35 cubic feet per minute (CFM) to simulate a seaside breeze.
  7. Connect all components to a central control interface. Prior to testing, input the target environmental parameters into the control system and calibrate them using the corresponding measurement instruments.
    NOTE: Execute this initial verification by utilizing an external handheld digital UV radiometer, a waterproof thermometer, and an anemometer, ensuring that the UV intensity (2 mW/cm2), water temperature (25 °C), and wind speed (35 CFM) match the intended setpoints prior to initiating the biological experiments.
  8. During the experiment, toggle the UV lamps, wave-maker, and water drainage on or off via the interface to precisely execute the alternating immersion and emersion phases.

2. Preparation of the animal model

  1. House adult BALB/c mice (weighing approximately 20 g to 25 g) in standard conditions and allow them to acclimatize for one week prior to the experiment.
  2. Briefly anesthetize the mice using 1.5% isoflurane via inhalation to minimize stress. Pre-shave the fur on the backs of the mice using an animal hair removal device.
  3. Next, apply a commercial chemical depilatory cream evenly to the dorsal skin of the mice. After 3 to 5 min, gently wipe away the hair using warm, damp gauze.
    CAUTION: Chemical depilatory creams and paraformaldehyde used in histology are toxic and irritants. Handle them in a well-ventilated area while wearing protective gloves. Disposal: Dispose of all chemical waste (paraformaldehyde) and biological waste (animal carcasses and tissues) in designated biohazard and chemical waste containers strictly in accordance with institutional and local regulatory requirements.
  4. House the depilated mice for an additional 2 days to allow recovery. Before the experiment, visually inspect the dorsal skin to confirm the complete absence of erythema or irritation from the depilatory process.
  5. Draw a cross on the exposed dorsal skin using a black marker to divide the area into four distinct quadrants (Quadrants 1 to 4).

3. Sunscreen application and pre-treatment

  1. Prepare the test sunscreens. Randomly select three commercial sunscreens: A, B, and C.
  2. Apply the sunscreen to the designated areas using a 20 μL micropipette, and spread the formulation evenly with a sterile gloved fingertip in a gentle circular motion for 10 s to ensure the formation of a uniform film as follows:
    NOTE: Ensure the pressure applied by the fingertip remains consistent across all quadrants. Uneven spreading or excessive pressure can lead to irregular film thickness, which will directly compromise the reproducibility of the subsequent retention evaluation.
  3. Quadrant 1 (Top-Left): Apply 20 mg/cm2 of Sunscreen A.
  4. Quadrant 2 (Top-Right): Apply 20 mg/cm2 of Sunscreen B.
  5. Quadrant 3 (Bottom-Left): Apply 20 mg/cm2 of Sunscreen C.
  6. Quadrant 4 (Bottom-Right): Leave untreated (Unprotected control).
  7. Place the mice in a resting position for 5 min to ensure that the sunscreen is evenly and stably distributed on the dorsal skin.

4. Sunscreen retention assessment

  1. Mix a safe fluorescent marker (0.01% w/w Sulfo Cy7) into Sunscreen A, Sunscreen B, and Sunscreen C.
  2. Apply the fluorescently labeled sunscreens to the dorsal skin of the mice as described in section 3.
  3. Capture the initial baseline fluorescence image (F0) of the dorsal skin using an in vivo fluorescence imaging system.
    NOTE: Verify that the imaging parameters, including exposure time and focal plane, remain strictly locked for each animal. An inaccurate baseline (F0) capture will invalidate the final calculation of the sunscreen retention rate.
  4. Place the mice into the testing chamber. Turn off the UV lamps and set the water temperature to 25 °C.
  5. Raise the water level and activate the wave-maker so that the mice undergo a 30-minute immersion phase (swimming), ensuring their heads safely remain above the water surface.
  6. Next, turn off the wave-maker and lower the water level to expose a stepped metal platform inside the chamber, allowing the mice to rest safely on the platform for 30 min (emersion phase).
  7. Repeat the 30-minute immersion phase and the 30-minute emersion phase for a second cycle (120 min in total).
  8. Capture the post-exposure fluorescence image (F1) using the in vivo imaging system.
  9. Calculate the retention level using the formula:
    Retention level = (F1 / F0) × 100%      (1)
  10. Calculate the relative fluorescence intensity using the formula:
    Fluorescence intensity = (F1(X) / F1(A)) × 100%      (2)
    where F0 is the baseline fluorescence intensity, F1 is the post-experiment fluorescence intensity, F1(A) is the post-experiment fluorescence intensity of the area applied with Sunscreen A, and F1(X) is the post-experiment fluorescence intensity of the area applied with Sunscreen B or C.
    NOTE: Ensure the UV lamps remain off during the fluorescence monitoring experiment to prevent UV-induced quenching of fluorescence. The total exposure time is 120 min, and ensure constant monitoring of the animals' respiratory rate and activity status throughout the immersion phase to confirm the absence of signs of distress or exhaustion.

5. Photoprotective efficacy detection

  1. Apply the standard (non-fluorescent) sunscreens to the backs of the mice as described in section 3.
  2. Apply a piece of black, UV-blocking tape to the upper neck area of the mouse to serve as a UV-shielded internal control. Record the baseline skin conditions via macroscopic photography.
    NOTE: Press the edges of the tape firmly to prevent water seepage or accidental detachment during the wave wash phase. If the tape detaches, the internal control area will be compromised by exposure to UV and water, confounding the histological baseline.
  3. Expose the mice to the same water cycling program described in section 4, with the UV simulation unit activated: raise the water level for 30 min (immersion), lower the water level for 30 min (emersion phase), and repeat for a second cycle (total 120 min).
  4. Remove the mice from the chamber and record the presence of erythema, peeling, or hardening on the skin using macroscopic photography.
    NOTE: Based on the chamber dimensions (40 cm × 30 cm × 30 cm) and the animals' activity space relative to the light source, the cumulative UV dose delivered during the 120-minute cycle is estimated at approximately 2.5 J/cm2. Dosages around this level effectively induce measurable epidermal thickening and acute inflammation while ensuring the safety of the mice and strictly maintaining animal welfare limits3.
  5. At the experimental endpoint, euthanize the mice humanely via cervical dislocation under deep isoflurane anesthesia, strictly following the American Veterinary Medical Association (AVMA) Guidelines for the Euthanasia of Animals, to harvest skin tissues for the subsequent histological evaluation. Excise the dorsal skin tissues from the four quadrants and the tape-protected area.
  6. Fix the tissues in 4% paraformaldehyde for 24 h, followed by standard dehydration, paraffin embedding, and sectioning.
  7. Stain the sections with hematoxylin and eosin (H&E). Briefly, deparaffinize the sections in xylene, rehydrate through graded ethanol solutions, stain with hematoxylin for 5 min, rinse in running tap water, counterstain with eosin for 1 min, dehydrate, and mount with a resinous mounting medium.
  8. Observe the stained sections under a light microscope. Measure the thickness of the epidermis and assess the level of skin inflammation by counting the infiltrating inflammatory cells.
    NOTE: The UV dose delivered during the cycle is sufficient to induce acute erythema for efficacy evaluation but remains well within the safe, non-lethal threshold, as evidenced by the mice showing no signs of severe systemic damage and maintaining normal physical activity after the testing cycle.

6. Statistical analysis

  1. Perform statistical analysis using GraphPad Prism 9.5. Express quantitative variables as mean ± standard deviation. Use one-way ANOVA followed by Tukey’s post-hoc test for comparisons among multiple groups. Statistical significance was defined as *p < 0.05, **p < 0.01, and ns indicates no significance (p > 0.05).

Resultados

Caracterização ambiental do sistema de testes
Antes da avaliação in vivo, os parâmetros físicos da câmara simulada de ambiente costeiro foram calibrados para garantir alta fidelidade ambiental. A unidade de simulação de UV utilizou uma lâmpada de 6 W que emite um espectro amplo variando de 300 a 420 nm, com comprimento de onda de pico em 340 nm. Essa distribuição espectral específica assegura uma emissão dominante de UVA acompanhada por uma fração biologicamente relevante de UVB, o que efetivamente reflete o espectro ultravioleta típico da luz solar natural ao meio-dia que atinge a superfície terrestre17. O gerador de ondas operou com uma vazão de 10 L/min, gerando um estresse de cisalhamento fluido suave comparável ao lavagem suave de ondas costeiras. Além disso, a unidade de fluxo de ar forneceu uma velocidade constante de 35 CFM, o que equivale a uma velocidade do vento de aproximadamente 3 a 4 m/s sobre a área de teste. Isso corresponde a uma brisa suave (escala Beaufort 3), típica das condições meteorológicas costeiras18. Esses parâmetros combinados replicam de forma confiável os estressores mecânicos e ambientais cíclicos aos quais se está exposto durante atividades costeiras típicas.

Avaliação da retenção de protetor solar
Primeiro, o aparelho simulado de ambiente marinho foi montado. Conforme mostrado em Figura 1A, o sistema consiste principalmente em um ventilador soprador, um sistema de irradiação UV, um tanque de água salgada simulada e um sistema de controle, que são respectivamente utilizados para secagem ao vento, irradiação UV, imersão em água salgada e controle centralizado. Após posicionar os camundongos no aparelho e iniciar o sistema, as condições das fases de imersão e emersão na costa foram simuladas com sucesso (Figura 1B). Com base nesta configuração, investigamos inicialmente a retenção de protetor solar sob essas condições. Inicialmente, os protetores solares comerciais A, B e C, marcados com um indicador fluorescente, foram aplicados na pele dorsal dos camundongos. Em seguida, esses animais foram submetidos a um ciclo alternado no aparelho de simulação, composto por 30 minutos de imersão (simulando natação) e 30 minutos de fase de emersão (simulando banho de sol na margem). Após 2 h, ao final de um ciclo completo de ondas e vento, a fluorescência retida na pele foi detectada utilizando in vivo imagem. Conforme mostrado em Figura 2A–B, em comparação com o pré-simulação, todos os grupos de protetor solar apresentaram uma diminuição na intensidade da fluorescência, indicando que o efeito de lavagem das ondas de água do mar causa a remoção de uma quantidade significativa de protetor solar. Dentre eles, o quadrante tratado com o Protetor Solar C manteve uma quantidade relativamente alta de fluorescência, o Protetor Solar B mostrou uma taxa de retenção moderada, e o Protetor Solar A exibiu a menor taxa de retenção (Figura 2C). Isso indica que os protetores solares C e B possuem capacidades de retenção relativamente mais fortes. Esses dados confirmam que nosso aparelho pode diferenciar quantitativamente a durabilidade de diferentes formulações sob estresse ambiental complexo.

Eficácia fotoprotetora
Para investigar mais a fundo os efeitos protetores contra UV desses protetores solares em um ambiente costeiro simulado, foram realizadas observações macroscópicas da pele dorsal de camundongos. Como mostrado em Figuras 3A e 3B, a amostra controle sem proteção exibiu danos induzidos por UV, caracterizados por eritema acentuado, vermelhidão e queimadura solar. Em contraste, as regiões tratadas com protetores solares apresentaram sintomas de queimadura solar significativamente atenuados. Além disso, a análise histológica usando H&A coloração #38;E foi realizada e foi consistente com as observações macroscópicas supracitadas (Figura 4A–B). Quando o controle não protegido foi exposto ao simulador marinho, observou-se espessamento significativo da epiderme e acentuada infiltração de células inflamatórias (Figura 4C) na derme foram observadas, demonstrando que o sistema simulado de teste de ambiente marinho replica efetivamente a queimadura solar da pele em um ambiente litorâneo prático. A aplicação de protetores solares mitigou significativamente essas alterações patológicas. Notavelmente, a espessura da epiderme e a infiltração de células inflamatórias no tecido cutâneo tratado com Protetor Solar C foram notavelmente semelhantes às do controle interno protegido contra UV submetido ao mesmo estresse ambiental. Isso indica que o Protetor Solar C proporciona o efeito protetor ideal no ambiente marinho simulado, provavelmente atribuível à sua alta taxa de retenção e propriedades fotoprotetoras intrínsecas.

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Figura 1: Visão geral do sistema de teste simulado de ambiente costeiro. (A) Diagrama esquemático do aparelho. (B) Camundongos dentro da câmara de teste. A câmara de teste personalizada integra um dispositivo de irradiação UV, um tanque de água com gerador de ondas e um ventilador, simulando efetivamente um ambiente costeiro realista. Não há preocupações de direitos autorais relacionadas a esta figura, pois foi obtida pelos autores. Clique aqui para visualizar uma versão maior desta figura.

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Figura 2: Análise de fluorescência da retenção de protetor solar. (A) Imagens representativas de fluorescência da pele dorsal do camundongo antes e após o experimento de 120 minutos. (B) Análise quantitativa da retenção de fluorescência. (C) Análise da intensidade relativa de fluorescência. Os dados são apresentados como média ± DP (n = 5). A análise estatística foi realizada utilizando ANOVA de um fator seguida pelo teste post hoc de Tukey. *p < 0,05, **p < 0,01. Clique aqui para visualizar uma versão maior desta figura.

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Figura 3: Aparência macroscópica da pele de camundongo após exposição ambiental. (A) Imagens macroscópicas representativas da pele dorsal de camundongo após 120 minutos de exposição ao ambiente costeiro simulado. (B) Ampliações locais mostrando ocorrência de eritema e descamação na área controle sem proteção, comparada às áreas protegidas com protetor solar e ao controle interno protegido contra radiação UV (Normal). Clique aqui para visualizar uma versão maior desta figura.

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Figura 4Avaliação histológica da eficácia fotoprotetora. (A) H representativo&Seções coradas com #38;E de pele dorsal de camundongo de diferentes áreas tratadas após exposição ambiental. Linhas indicadoras identificam os limites da epiderme medida. Barra de escala = 250 µm. (B) Análise quantitativa da espessura epidérmica em cada área designada.C) Avaliação quantitativa das contagens relativas de células inflamatórias (%). O controle interno protegido contra UV (Normal) foi definido como referência (100%). Os dados são apresentados como média ± DP (n = 5). A análise estatística foi realizada por meio de ANOVA a um critério, seguida pelo teste post hoc de Tukey. *p < 0.05, **p < 0.01, ***p < 0.001. Clique aqui para visualizar uma versão maior desta figura.

Discussão

Neste estudo, foi desenvolvido e validado com sucesso um sistema de teste simulado multifatorial em ambiente marinho combinado com um modelo murino vivo. Além de fornecer um novo aparato, este protocolo integrado permite a avaliação dinâmica da durabilidade e da eficácia fotoprotetora de protetores solares sob estressores ambientais sinérgicos. Ao preencher a lacuna entre ensaios simplificados in vitro e ensaios clínicos humanos complexos, este método estabelece uma plataforma pré-clínica abrangente para compreender como as formulações de barreira cutânea atuam em ambientes marinhos práticos.

A principal vantagem deste protocolo em comparação com métodos convencionais é sua alta fidelidade ambiental. Testes padrão de resistência à água geralmente envolvem imersão estática em água dentro de um recipiente de laboratório19. Em contraste, nosso sistema integra o atrito mecânico das ondas, o estresse osmótico da água do mar de alta salinidade, o efeito evaporativo do vento e a irradiação ultravioleta contínua. Esses fatores atuam de forma sinérgica para degradar o filme do protetor solar, proporcionando um teste de estresse muito mais rigoroso e realista. Deve-se observar que, durante a avaliação da retenção de fluorescência, as lâmpadas UV foram desligadas para evitar a quenching do fluoróforo. Consequentemente, este teste específico avalia a durabilidade física contra remoção mecânica e estresse osmótico, mas não inclui o fator de degradação química induzida por UV. Para compensar isso, a avaliação histológica subsequente foi realizada com o módulo UV ativado, proporcionando uma avaliação abrangente da eficácia prática. Os resultados demonstraram claramente que, embora todos os protetores solares tenham oferecido alguma proteção básica, a taxa de retenção (Figura 2) e a proteção histológica correspondente (Figura 4) variaram significativamente conforme a resistência da formulação a essas forças dinâmicas combinadas.

O uso de BALB/c camundongos fornece um excelente in vivo plataforma que leva em consideração variáveis biológicas como secreção de sebo, perda transepidérmica de água e movimento dinâmico da pele, que modelos de pele artificiais não conseguem replicar. A dose de UV administrada durante o ciclo de 120 minutos foi rigorosamente controlada para induzir efetivamente eritema agudo na área de pele exposta, sem causar toxicidade sistêmica ou danos graves, mantendo-se estritamente dentro dos limites éticos para camundongos BALB/c. Além disso, ao dividir as costas de um único camundongo em quatro quadrantes, eliminamos a variação biológica interindividual, permitindo comparações pareadas altamente precisas entre diferentes formulações de protetores solares.

Uma etapa crítica deste protocolo é garantir a recuperação completa da pele murina após a depilação, pois qualquer irritação basal confundirá a leitura histológica. Além disso, a aplicação uniforme do filme de protetor solar, a calibração estável dos parâmetros ambientais antes dos testes e o tempo preciso das fases de imersão e emersão são fundamentais para assegurar alta reprodutibilidade entre os lotes. Em relação à resolução de problemas, podem surgir várias questões previsíveis. Se for observada uma distribuição irregular do protetor solar, recalibre o volume de pipetagem e assegure um movimento circular suave. Se a eritema resultante da depilação persistir, o período de recuperação deve ser prolongado ou os animais afetados devem ser excluídos. Para prevenir fadiga animal durante a imersão, monitore rigorosamente sua atividade e assegure que a plataforma de repouso esteja totalmente acessível durante a fase de imersão.

Uma limitação deste modelo é a diferença anatômica e fisiológica entre a pele murina e a pele humana (por exemplo, densidade dos folículos pilosos e espessura da epiderme). A pele murina possui maior densidade de folículos pilosos e uma epiderme mais fina, o que pode alterar a formação do filme de protetor solar. As numerosas invaginações dos folículos pilosos podem atuar como microreservatórios, potencialmente favorecendo a retenção mecânica de protetores solares particulados (inorgânicos) em comparação com formulações estritamente orgânicas. Embora seja uma ferramenta comparativa robusta para triagem de formulações, ensaios clínicos em humanos permanecem necessários para a rotulagem final do FPS. As aplicações futuras deste sistema são amplas. Além de protetores solares, este equipamento pode ser adaptado para avaliar a durabilidade de outros cosméticos tópicos, cremes de barreira, curativos para feridas e até tecidos com proteção contra raios UV em condições ambientais adversas. A integração deste sistema racionaliza o desenvolvimento e a avaliação de produtos.&processo 3D, oferecendo aos químicos cosméticos e pesquisadores dermatológicos um método de triagem rápido, econômico e ético antes de avançar para ensaios em humanos.

Divulgações

Os autores não têm interesses concorrentes a declarar.

Agradecimentos

Este trabalho foi financiado por recursos do Projeto de Inovação Científica e Tecnológica Autossustentado de Foshan (nº 2220001004842).

Materiais

Lista de materiais utilizados neste artigo
NomeEmpresaNúmero de catálogoComentários
EosinaMacklin770427Utilizada para coloração H&E
EtanolMacklinE809059Utilizado para coloração H&E
Creme depilatórioVeetTMG-001Utilizado para remoção de pelos finos
HematoxilinaMacklinH810910Utilizada para coloração H&E
Image JUtilizado para análise de imagens
Sistema de imagem in vivoPerkinelmerIVIS Lumina IIIUtilizado para detecção da retenção de fluorescência
IsófluranoRWD Life ScienceR510-22-10Utilizado para anestesiar camundongos
ParaformaldeídoBiosharpBL539AUtilizado para fixação de tecidos cutâneos
AparadorChemmoleCM700015Utilizado para remoção da maior parte dos pelos
Cloreto de sódioMacklinS805285Utilizado para fabricação de água do mar simulada
Sulfo Cy7RuixibioR-Z54515Utilizado para marcação de protetor solar
Lâmpada UVKanfu Lighting TechnologyT5-6WUtilizada para fornecer raios ultravioleta
XilolMacklinX821391Utilizado para coloração H&E

Referências

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